Projeto de Cena
Quantidade de personagens: 4
Atores: Ana Beatriz Freire..........................................................Inês
Beatriz Loreto................................................................Estelle
Marília da Silva...........................................................O Criado
Reyne Jasson.................................................................Paulo
Características principais:
Inês se sente confusa com a situação e parece bastante nervosa e
preocupada. Estelle se mostra uma senhora bastante vaidosa com um
visual que chama bastante atenção. Paulo é um homem que tem sempre
alguma coisa pra dizer e quer tentar demonstrar que não tem medo
Figurino
Estelle: Blusa azul de seda de mangas compridas, salto alto preto, um
coque no cabelo e um colar.
Inês: Um vestido bege solto com babados na saia e na alça e um sapato
com salto bege.
Paulo: Paletó, camisa branca, relógio de pulso, calça preta, sapatos
pretos
O Criado: Smoking Branco, gravata borboleta branca, calça preta e
sapatos pretos.
Maquiagem
Inês: Pó branco no Rosto
Estelle: Pó branco, rímel, sombra nos olhos.
Paulo: Sem maquiagem
O Criado: maquiagem vermelha em seu rosto e roxa na sua boca e
sombra nos seus olhos.
Iluminação
Canhões de luzes. Será usado todas as luzes que ficam em frente com
relação ao palco. Deve-se começar a cena deixando as luzes no mínimo
durante a primeira fala do criado e retomá-las ao brilho alto depois que
ele termina de falar. Deve-se fazer a mesma coisa antes do criado entrar
novamente na cena trazendo Estelle, antes dele começar a falar as luzes
devem voltar a seu brilho máximo.
Sonoplastia cena deve começar tocando o instrumental Stale Mate, de Jingle
Punks, quando o Criado começar a falar ela deve ser, gradualmente,
desligada. A música deve começar novamente quando Paulo e Inês
sentassem e deve se silenciar, bruscamente, antes de Estelle começar a
falar.
Espaço dramático
Um sofá verde, um azul e um amarelo, dispostos de maneira que o
sofá verde fique em frente e paralelo ao sofá amarelo e o sofá azul deve
ficar perpendicular e no meio deles, porém mais para o fundo do quarto
e todos estão a uma distância de pelo menos 5 metros um do outro.
Existe uma escrivaninha branca nova atrás do sofá azul com uma
estatueta empoeirada de bronze sobre ela.
Espaço Cênico
O espaço cênico será três cadeiras iguais de cores diferentes postas
de maneira que uma cadeira fique de frente para a outra e a terceira
cadeira fique perpendicular as outras duas e que não tenham uma
distância maior de 5 metros entre elas, uma mesa ao fundo (atrás da
cadeira que esta perpendicular às outras duas) com uma estátua sobre
ela e posta no meio da mesa.
Os Novos Hóspedes
(Paulo, Inês, O Criado)
O CRIADO – (A Paulo) O senhor chamou?
(Paulo vai responder, mas olha Inês)
PAULO – Não.
O CRIADO – (Dirigindo-se à Inês) Está em sua casa, minha senhora.
(Silêncio de Inês) Se tiver alguma pergunta a me fazer... (Inês cala-se)
O CRIADO – (Desapontado) Os fregueses geralmente gostam de pedir
informações...Não importa. Além do mais, quanto à escova-de-dentes,
a campainha e o bronze, esse senhor está ao corrente de tudo e poderá
informar tão bem quanto eu.
(Sai. Um silêncio. Paulo não olha para Inês. Inês observa em redor e
dirige-se bruscamente a Paulo)
INÊS – Onde está Florence? (Silêncio de Paulo) Pergunto-lhe onde está
Florence.PAULO – Não sei de nada.
INÊS – Foi só isso que conseguiu descobrir? A tortura pela ausência? Pois
falhou. Florence era uma bobinha e não me faz falta.
PAULO – Queira perdoar-me: quem está pensando que eu sou?
INÊS – O senhor? O senhor é o carrasco.
PAULO – (Sobressalta-se e põe-se a rir) É um equívoco engraçadíssimo.
O carrasco: é boa! A senhora entrou, olhou para mim e pensou: é o
carrasco. Que extravagância! O criado é um ridículo: deveria ter- nos
apresentado. O carrasco! Eu sou José Paulo, advogado e homem-deletras.
O fato é que estamos hospedados no mesmo estabelecimento.
Senhora...
INÊS – (Secamente) Inês Serrano. Senhorita.
INÊS – Então... é assim que realmente é o inferno? Não era nada
parecido com o que eu estava esperando.
PAULO – Acredite estou tão surpreso quanto você
PAULO – Muito bem. Perfeito. Pois é, derreteu-se o gelo. Quer dizer que
me acha com cara de carrasco? Quer fazer o favor de me explicar como
é que se reconhecem os carrascos?
INÊS – Têm cara de quem tem medo.
PAULO – Medo? É esquisitíssimo! Medo de quem? De suas vítimas?
INÊS – Ora! Sei bem, o que estou dizendo. Espelho não me falta.
PAULO – Espelho? (Olha em torno) Que droga! Tiraram daqui tudo
quanto pudesse parecer-se com um espelho. (Um tempo) Em todo caso,
posso garantir-lhe que não tenho medo. Não considero levianamente a
situação, e estou perfeitamente cônscio de sua gravidade. Mas não
tenho medo.
INÊS – (Dando de ombros) Isso é com o senhor. (Um tempo) Será que o
senhor sai, de vez em quando, para um passeio?
PAULO – A porta está trancada.
INÊS – É pena.
PAULO – Compreendo muito bem que minha presença a aborreça. E, se
dependesse de mim, preferiria estar só. Tenho que pôr a minha vida em
ordem e preciso de sossego. Mas tenho certeza de que nos
acostumaremos um ao outro: não falo, quase. Não me movo, e faço
pouco barulho. Apenas, se me atrevo a dar um conselho, será bom conservarmos entre nós uma extrema polidez. Será nossa melhor
defesa.
INÊS – Não sou bem-educada.
PAULO – Eu o serei por dois.
(Um silêncio. Paulo está sentado no sofá. Inês, andando de um para
outro lado)
INÊS – (Olhando-o) Essa boca.
PAULO – (Voltando-se a si) Como é?
INÊS – Não é capaz de fazer parar sua boca? Ela gira como um pião
debaixo do nariz.
PAULO – Desculpe. Não tinha percebido.
INÊS – É justamente o que estou censurando. (Tique de Paulo) De novo!
Pretende ser bem-educado e deixa sua cara assim à-toa. O senhor não
está sozinho e não tem o direito de me impor o espetáculo do seu medo.
(Paulo ergue-se e dirige-se a ela)
PAULO – E a senhora? Não tem medo?
INÊS – Para quê? O medo era bom antes, quando tínhamos esperança.
PAULO – (Com doçura) Não há mais esperança, mas estamos sempre
antes. Ainda não começamos a sofrer.
INÊS – Bem sei. (Um tempo) Então, o que é que vai acontecer?
PAULO – Não sei. Estou esperando.
(Um silêncio. Paulo vai sentar-se de novo. Inês continua a andar. Paulo
tem um tique nervoso da boca, e ao olhar para Inês esconde o rosto nas
mãos. Entram Estelle e O Criado)
(Inês, Paulo, Estelle, O Criado) (Estelle olha para Paulo, que não ergueu
a cabeça)
ESTELLE – (A Paulo) Não! Não, não erga a cabeça. Eu sei o que você está
escondendo nas mãos: eu sei que você não tem cara. (Paulo tira as mãos
do rosto) Ah!
(Um tempo. Surpreendida) Não conheço o senhor.
PAULO – Eu não sou o carrasco, minha senhora.
ESTELLE – Não pensei que fosse o carrasco. Eu... Pensei que alguém me
quisesse pregar uma peça. (Ao Criado) Quem mais está esperando?
O CRIADO – Ninguém mais.ESTELLE – (Aliviada) Ah! Então vamos ficar só nós três: o senhor, a
senhora e eu? (Pôs-se a rir)
PAULO – (Secamente) Não vejo razão para rir.
ESTELLE – (Rindo sempre) É que esses sofás são medonhos! E vejam
como estão colocados! Parece que é dia de Ano Bom e que estou
visitando minha tia Marie. Cada qual tem o seu, imagino. É este o meu?
(Ao Criado) Nunca que eu conseguiria sentar nele: é uma catástrofe:
Estou de azul-claro e ele é verde-espinafre!
INÊS – Quer ficar com o meu?
ESTELLE – O sofá bordeaux? A senhora é muito amável, mas isso pouco
adiantaria. Não. O que fazer? Cada qual com o que é seu. Coube-me o
verde, fico com ele. (Um tempo) O único que combinaria bem é o desse
senhor.(Um silêncio)
INÊS – Está ouvindo, Paulo?
PAULO – (Sobressaltado) O...sofá. Oh! Perdão! (Levanta-se) É seu, minha
senhora.
ESTELLE – Obrigada (Tira o “manteau” e deixa-o sobre o sofá. Um tempo)
Já que temos que morar juntos, vamos nos apresentar. Chamo-me
Estelle Rigault.
(Paulo inclina-se e vai se apresentar, quando Inês se interpõe)
INÊS – Inês Serrano. Prazer em conhecê-la. (Paulo inclina-se de novo)
PAULO – José Paulo.
O CRIADO – Precisam ainda de mim?
ESTELLE – Não, pode ir. Se precisar, chamarei.
Quantidade de personagens: 4
Atores: Ana Beatriz Freire..........................................................Inês
Beatriz Loreto................................................................Estelle
Marília da Silva...........................................................O Criado
Reyne Jasson.................................................................Paulo
Características principais:
Inês se sente confusa com a situação e parece bastante nervosa e
preocupada. Estelle se mostra uma senhora bastante vaidosa com um
visual que chama bastante atenção. Paulo é um homem que tem sempre
alguma coisa pra dizer e quer tentar demonstrar que não tem medo
Figurino
Estelle: Blusa azul de seda de mangas compridas, salto alto preto, um
coque no cabelo e um colar.
Inês: Um vestido bege solto com babados na saia e na alça e um sapato
com salto bege.
Paulo: Paletó, camisa branca, relógio de pulso, calça preta, sapatos
pretos
O Criado: Smoking Branco, gravata borboleta branca, calça preta e
sapatos pretos.
Maquiagem
Inês: Pó branco no Rosto
Estelle: Pó branco, rímel, sombra nos olhos.
Paulo: Sem maquiagem
O Criado: maquiagem vermelha em seu rosto e roxa na sua boca e
sombra nos seus olhos.
Iluminação
Canhões de luzes. Será usado todas as luzes que ficam em frente com
relação ao palco. Deve-se começar a cena deixando as luzes no mínimo
durante a primeira fala do criado e retomá-las ao brilho alto depois que
ele termina de falar. Deve-se fazer a mesma coisa antes do criado entrar
novamente na cena trazendo Estelle, antes dele começar a falar as luzes
devem voltar a seu brilho máximo.
Sonoplastia cena deve começar tocando o instrumental Stale Mate, de Jingle
Punks, quando o Criado começar a falar ela deve ser, gradualmente,
desligada. A música deve começar novamente quando Paulo e Inês
sentassem e deve se silenciar, bruscamente, antes de Estelle começar a
falar.
Espaço dramático
Um sofá verde, um azul e um amarelo, dispostos de maneira que o
sofá verde fique em frente e paralelo ao sofá amarelo e o sofá azul deve
ficar perpendicular e no meio deles, porém mais para o fundo do quarto
e todos estão a uma distância de pelo menos 5 metros um do outro.
Existe uma escrivaninha branca nova atrás do sofá azul com uma
estatueta empoeirada de bronze sobre ela.
Espaço Cênico
O espaço cênico será três cadeiras iguais de cores diferentes postas
de maneira que uma cadeira fique de frente para a outra e a terceira
cadeira fique perpendicular as outras duas e que não tenham uma
distância maior de 5 metros entre elas, uma mesa ao fundo (atrás da
cadeira que esta perpendicular às outras duas) com uma estátua sobre
ela e posta no meio da mesa.
Os Novos Hóspedes
(Paulo, Inês, O Criado)
O CRIADO – (A Paulo) O senhor chamou?
(Paulo vai responder, mas olha Inês)
PAULO – Não.
O CRIADO – (Dirigindo-se à Inês) Está em sua casa, minha senhora.
(Silêncio de Inês) Se tiver alguma pergunta a me fazer... (Inês cala-se)
O CRIADO – (Desapontado) Os fregueses geralmente gostam de pedir
informações...Não importa. Além do mais, quanto à escova-de-dentes,
a campainha e o bronze, esse senhor está ao corrente de tudo e poderá
informar tão bem quanto eu.
(Sai. Um silêncio. Paulo não olha para Inês. Inês observa em redor e
dirige-se bruscamente a Paulo)
INÊS – Onde está Florence? (Silêncio de Paulo) Pergunto-lhe onde está
Florence.PAULO – Não sei de nada.
INÊS – Foi só isso que conseguiu descobrir? A tortura pela ausência? Pois
falhou. Florence era uma bobinha e não me faz falta.
PAULO – Queira perdoar-me: quem está pensando que eu sou?
INÊS – O senhor? O senhor é o carrasco.
PAULO – (Sobressalta-se e põe-se a rir) É um equívoco engraçadíssimo.
O carrasco: é boa! A senhora entrou, olhou para mim e pensou: é o
carrasco. Que extravagância! O criado é um ridículo: deveria ter- nos
apresentado. O carrasco! Eu sou José Paulo, advogado e homem-deletras.
O fato é que estamos hospedados no mesmo estabelecimento.
Senhora...
INÊS – (Secamente) Inês Serrano. Senhorita.
INÊS – Então... é assim que realmente é o inferno? Não era nada
parecido com o que eu estava esperando.
PAULO – Acredite estou tão surpreso quanto você
PAULO – Muito bem. Perfeito. Pois é, derreteu-se o gelo. Quer dizer que
me acha com cara de carrasco? Quer fazer o favor de me explicar como
é que se reconhecem os carrascos?
INÊS – Têm cara de quem tem medo.
PAULO – Medo? É esquisitíssimo! Medo de quem? De suas vítimas?
INÊS – Ora! Sei bem, o que estou dizendo. Espelho não me falta.
PAULO – Espelho? (Olha em torno) Que droga! Tiraram daqui tudo
quanto pudesse parecer-se com um espelho. (Um tempo) Em todo caso,
posso garantir-lhe que não tenho medo. Não considero levianamente a
situação, e estou perfeitamente cônscio de sua gravidade. Mas não
tenho medo.
INÊS – (Dando de ombros) Isso é com o senhor. (Um tempo) Será que o
senhor sai, de vez em quando, para um passeio?
PAULO – A porta está trancada.
INÊS – É pena.
PAULO – Compreendo muito bem que minha presença a aborreça. E, se
dependesse de mim, preferiria estar só. Tenho que pôr a minha vida em
ordem e preciso de sossego. Mas tenho certeza de que nos
acostumaremos um ao outro: não falo, quase. Não me movo, e faço
pouco barulho. Apenas, se me atrevo a dar um conselho, será bom conservarmos entre nós uma extrema polidez. Será nossa melhor
defesa.
INÊS – Não sou bem-educada.
PAULO – Eu o serei por dois.
(Um silêncio. Paulo está sentado no sofá. Inês, andando de um para
outro lado)
INÊS – (Olhando-o) Essa boca.
PAULO – (Voltando-se a si) Como é?
INÊS – Não é capaz de fazer parar sua boca? Ela gira como um pião
debaixo do nariz.
PAULO – Desculpe. Não tinha percebido.
INÊS – É justamente o que estou censurando. (Tique de Paulo) De novo!
Pretende ser bem-educado e deixa sua cara assim à-toa. O senhor não
está sozinho e não tem o direito de me impor o espetáculo do seu medo.
(Paulo ergue-se e dirige-se a ela)
PAULO – E a senhora? Não tem medo?
INÊS – Para quê? O medo era bom antes, quando tínhamos esperança.
PAULO – (Com doçura) Não há mais esperança, mas estamos sempre
antes. Ainda não começamos a sofrer.
INÊS – Bem sei. (Um tempo) Então, o que é que vai acontecer?
PAULO – Não sei. Estou esperando.
(Um silêncio. Paulo vai sentar-se de novo. Inês continua a andar. Paulo
tem um tique nervoso da boca, e ao olhar para Inês esconde o rosto nas
mãos. Entram Estelle e O Criado)
(Inês, Paulo, Estelle, O Criado) (Estelle olha para Paulo, que não ergueu
a cabeça)
ESTELLE – (A Paulo) Não! Não, não erga a cabeça. Eu sei o que você está
escondendo nas mãos: eu sei que você não tem cara. (Paulo tira as mãos
do rosto) Ah!
(Um tempo. Surpreendida) Não conheço o senhor.
PAULO – Eu não sou o carrasco, minha senhora.
ESTELLE – Não pensei que fosse o carrasco. Eu... Pensei que alguém me
quisesse pregar uma peça. (Ao Criado) Quem mais está esperando?
O CRIADO – Ninguém mais.ESTELLE – (Aliviada) Ah! Então vamos ficar só nós três: o senhor, a
senhora e eu? (Pôs-se a rir)
PAULO – (Secamente) Não vejo razão para rir.
ESTELLE – (Rindo sempre) É que esses sofás são medonhos! E vejam
como estão colocados! Parece que é dia de Ano Bom e que estou
visitando minha tia Marie. Cada qual tem o seu, imagino. É este o meu?
(Ao Criado) Nunca que eu conseguiria sentar nele: é uma catástrofe:
Estou de azul-claro e ele é verde-espinafre!
INÊS – Quer ficar com o meu?
ESTELLE – O sofá bordeaux? A senhora é muito amável, mas isso pouco
adiantaria. Não. O que fazer? Cada qual com o que é seu. Coube-me o
verde, fico com ele. (Um tempo) O único que combinaria bem é o desse
senhor.(Um silêncio)
INÊS – Está ouvindo, Paulo?
PAULO – (Sobressaltado) O...sofá. Oh! Perdão! (Levanta-se) É seu, minha
senhora.
ESTELLE – Obrigada (Tira o “manteau” e deixa-o sobre o sofá. Um tempo)
Já que temos que morar juntos, vamos nos apresentar. Chamo-me
Estelle Rigault.
(Paulo inclina-se e vai se apresentar, quando Inês se interpõe)
INÊS – Inês Serrano. Prazer em conhecê-la. (Paulo inclina-se de novo)
PAULO – José Paulo.
O CRIADO – Precisam ainda de mim?
ESTELLE – Não, pode ir. Se precisar, chamarei.
